Mundo
Reino Unido. Quem poderá desafiar a liderança do primeiro-ministro Keir Starmer?
Com uma liderança cada vez mais fragilizada, especialmente depois de o ministro britânico da Saúde ter apresentado a demissão na quinta-feira, o futuro do primeiro-ministro Keir Starmer é incerto. Vários governantes e quase 90 deputados já apelaram à sua demissão. Embora ainda ninguém tenha anunciado publicamente a intenção de uma candidatura, alguns nomes têm sido apontados como potenciais sucessores.
Wes Streeting
Ministro da Saúde desde 2024, Wes Streeting demitiu-se na quinta-feira, alegando perda de confiança na liderança de Starmer e dizendo que "é agora claro” que este “não irá liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições legislativas".
Enquanto ministro da Saúde, Streeting era considerado por muitos o melhor comunicador do Governo. Entre as suas conquistas no cargo está a redução das listas de espera do Serviço Nacional de Saúde.
Foi eleito pela primeira vez para o Parlamento em 2015, tendo anteriormente exercido as funções de presidente da União Nacional de Estudantes e de vereador em Londres.
Num livro de memórias lançado em 2023, escreveu sobre a sua infância num bairro social no East End de Londres e o facto de ter crescido como cristão homossexual.
Já se mostrou abertamente ambicioso em termos de liderança e conta com um forte apoio dos deputados trabalhistas, particularmente os do centro e da direita do partido.
Entre os seus aliados no gabinete contam-se o ministro da Economia, Peter Kyle, e a ministra da Ciência, Liz Kendall.Andy Burnham
Prefeito de Greater Manchester há quase uma década, o que lhe valeu a alcunha de “rei do norte”, conta com um forte apoio dos deputados trabalhistas e as sondagens sugerem que é o político trabalhista mais popular entre os eleitores.
Burnham, cuja carreira passou pela gestão pública, não tem escondido a ambição de ocupar o mais elevado cargo político do país.
No início deste ano tentou entrar na corrida para ser o candidato do Partido Trabalhista nas eleições suplementares de Gorton e Denton, mas foi impedido pelo Comité Executivo Nacional.
Entre 2001 e 2017 foi deputado e, durante esse período, ocupou cargos de chefia no Governo, nomeadamente nos departamentos da Saúde e da Cultura.
O político de 52 anos concorreu duas vezes à liderança do seu partido: em 2010, quando perdeu para Ed Miliband, e em 2015, quando ficou em segundo lugar, atrás de Jeremy Corbyn.
Grande parte do seu apoio no Parlamento provém da ala esquerda do partido e dos deputados do Noroeste.Angela Rayner
Foi, até ao ano passado, vice-primeira-ministra e considerada a mulher mais poderosa da política britânica.
Cresceu na pobreza e abandonou a escola aos 16 anos. Mais tarde, através do seu trabalho como assistente social, envolveu-se no sindicato Unison, que se tornou o seu trampolim para uma carreira política.
Em 2015 foi eleita no círculo eleitoral de Ashton-under-Lyne, em Greater Manchester, e ascendeu rapidamente em Westminster, integrando o gabinete-sombra de Jeremy Corbyn.
No Governo, assumiu o cargo de ministra da Habitação e ficou encarregada de aumentar rapidamente a construção de habitações e de levar a cabo uma reforma dos direitos dos inquilinos.
Demitiu-se em 2025, após admitir que não pagou impostos suficientes pela compra de uma casa.
Tal como os outros dois potenciais candidatos, Rayner conta com um forte apoio entre os deputados trabalhistas.
c/ agências
Ministro da Saúde desde 2024, Wes Streeting demitiu-se na quinta-feira, alegando perda de confiança na liderança de Starmer e dizendo que "é agora claro” que este “não irá liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições legislativas".
Enquanto ministro da Saúde, Streeting era considerado por muitos o melhor comunicador do Governo. Entre as suas conquistas no cargo está a redução das listas de espera do Serviço Nacional de Saúde.
Foi eleito pela primeira vez para o Parlamento em 2015, tendo anteriormente exercido as funções de presidente da União Nacional de Estudantes e de vereador em Londres.
Num livro de memórias lançado em 2023, escreveu sobre a sua infância num bairro social no East End de Londres e o facto de ter crescido como cristão homossexual.
Já se mostrou abertamente ambicioso em termos de liderança e conta com um forte apoio dos deputados trabalhistas, particularmente os do centro e da direita do partido.
Entre os seus aliados no gabinete contam-se o ministro da Economia, Peter Kyle, e a ministra da Ciência, Liz Kendall.Andy Burnham
Prefeito de Greater Manchester há quase uma década, o que lhe valeu a alcunha de “rei do norte”, conta com um forte apoio dos deputados trabalhistas e as sondagens sugerem que é o político trabalhista mais popular entre os eleitores.
Burnham, cuja carreira passou pela gestão pública, não tem escondido a ambição de ocupar o mais elevado cargo político do país.
No início deste ano tentou entrar na corrida para ser o candidato do Partido Trabalhista nas eleições suplementares de Gorton e Denton, mas foi impedido pelo Comité Executivo Nacional.
Entre 2001 e 2017 foi deputado e, durante esse período, ocupou cargos de chefia no Governo, nomeadamente nos departamentos da Saúde e da Cultura.
O político de 52 anos concorreu duas vezes à liderança do seu partido: em 2010, quando perdeu para Ed Miliband, e em 2015, quando ficou em segundo lugar, atrás de Jeremy Corbyn.
Grande parte do seu apoio no Parlamento provém da ala esquerda do partido e dos deputados do Noroeste.Angela Rayner
Foi, até ao ano passado, vice-primeira-ministra e considerada a mulher mais poderosa da política britânica.
Cresceu na pobreza e abandonou a escola aos 16 anos. Mais tarde, através do seu trabalho como assistente social, envolveu-se no sindicato Unison, que se tornou o seu trampolim para uma carreira política.
Em 2015 foi eleita no círculo eleitoral de Ashton-under-Lyne, em Greater Manchester, e ascendeu rapidamente em Westminster, integrando o gabinete-sombra de Jeremy Corbyn.
No Governo, assumiu o cargo de ministra da Habitação e ficou encarregada de aumentar rapidamente a construção de habitações e de levar a cabo uma reforma dos direitos dos inquilinos.
Demitiu-se em 2025, após admitir que não pagou impostos suficientes pela compra de uma casa.
Tal como os outros dois potenciais candidatos, Rayner conta com um forte apoio entre os deputados trabalhistas.
c/ agências